terça-feira, junho 16, 2026

Oi, sumida rs

Eu andei negligenciando meu sagrado mundinho virtual, e sinto muito por isso. Estive trabalhando num panfleto para os jogadores da minha campanha de RPG e procurando emprego nessa desgraça capitalista que a vida se tornou. 

Tenho várias ideias para posts novos, mas está sendo difícil ter a criatividade necessária para  redigi-los nessa bagunça toda. Por enquanto, vou deixar vocês com esse texto interessante sobre o cinismo de hoje, redigido por Yannick Yoran, para um trabalho da faculdade. Espero que vocês se divirtam e reflitam com essa leitura!

Cinismo hoje

Quem afrontavam Antístenes e Diógenes? Quando este último masturbava-se em público, não era a Ágora que afrontava, e nela os senhores da pólis, das colônias e dos escravos? Qual é a Ágora hoje para o cínico, e quem a frequenta para que se afronte? Será que, consideradas as transformações socio-territoriais entre o (admitidamente longo demais para ser homogêneo) período de "atividade" prática-teórica dos cínicos antigos, na sociedade do escravagismo antigo, e o período de existência dos seus contrapartidários modernos (pois não é certo que podemos chamar as manifestações deste novo fenômeno de "atividade", e muito menos determiná-la como "prática teórica"), já na era do capital, nos resultará solidamente qualquer noção de continuidade entre o cínico de ontem e o de hoje, ou é a nossa associação das duas "filosofias" feita como um falso encaixe etimológico, obrigando o novo cínico mundial a herdar sem legitimidade o legado do Sinopense?

Na tentativa de levar o assunto adiante, cheguei matutando à conclusão de que dois fatores centrais caracterizam bem, digo, são determinações fundamentais encontradas bem assentadas sobre o modo cínico antigo e também sobre o modo moderno e contemporâneo; digo que estas determinações são o individualismo e alguma forma de esclarecimento; ora, como pode o catáscopo do povo unir-se em sua missão a todo corpo dos hoplitas, tentando infiltrar com esta excessiva unidade de armas tão furtivamente como um elefante a vanguarda inimiga? Se originalmente a posição do cínico era a do batedor, levemos em conta que não há condições para um exército de batedores; estes trabalham, por essência, sozinhos ou em bandos mínimos. O destacamento do catáscopo é justamente aquilo que lhe diferencia, assim como é a sua posição resultante, daquele que acessa informação a qual nem todos têm acesso. Estes fatores, decerto abstratos, vejo nos modos antigo e novo de cínicos.

Muitas das minhas posições me levam a crer que uma ocorrência determinante na cisma que observamos entre períodos passados da nossa história e o presente momento é a mencionada desarticulação socio-territorial. Do trem aos reels, o mundo faz ouvir de cada canto todo choro, mas eu mesmo nunca tive a oportunidade de encontrar o Romeu Zema na Praça do México, subindo o morro da Rua Itapeva (nem em qualquer outra praça do estado!), e tem gente que mora a 800 quilômetros desta cidade mas espera convivência comigo. Então como conceber possibilidade de permanecer ainda o impacto essencialmente local, absolutamente concreto, do cínico antigo, se a nova Ágora é fundada pelas abstrações por eles combatidas? No concreto, os sujeitos irônicos e que moram com os cães hoje em dia não são aqueles que chamamos de cínicos.

Então podemos entender o cínico hoje como um crescido do cínico antigo, não destituído de suas armas, mas tendo encontrado em sua rota de batedor um dragão cujas escamas o aço de sua lança não pode penetrar? Se é assim, penso que a perda da antiga força faz do novo cínico vítima de uma mudança qualitativa. Vítima, pois é mudança certamente enfraquecedora. 

E o que é este cínico enfraquecido? Proponho determinações do cínico hoje: desdém pelo nomos, pela normativa ideológica maior, pela presunção do iluminismo, pela crença na institucionalidade burguesa na mais alta e falsa de suas aspirações democráticas; ele entende, por exemplo, que a lei, a constituição, o voto consciente e afins não garantem e nem mesmo têm como propósito uma vida de virtude para a nação. As normas sociais não servem ao sujeito. Alternativa possível (se bem que tudo é possível na América!) é a alternativa da vida frugal, alinhada ao catáscopo que se arrisca pela humanidade, e a ela a força do capital hoje impõe limites intransponíveis (concordemos que estes limites estavam também tão presentes na idade antiga que o cinismo passou o resto da história como uma das tradições filosóficas menores, mas teve potência diminuída ainda mais em função da desarticulação socioterritorial citada anteriormente), impedindo a saída já difícil do cínico antigo. Outra possibilidade é a organização contra o nomos, mas se o cínico antigo já se punha como individualista, não é de surpreender que no "fim da história" decretado por Fukuyama, cínicos e não cínicos sejam lançados ao individualismo; e se o neoliberalismo impõe ideologicamente o reino do sujeito, o impõe também dificultando as vias coletivas de existência na sociedade contemporânea, ao menos como vejo hoje no Brasil. A via da organização contra o Capital é necessariamente coletiva, e esta via recebe também o desprezo do cínico. Agora este está contra a parede e deve largar o individualismo (organizar-se contra o Capital ou mesmo organizar-se paralelamente ao Estado/Capital), largando assim a possibilidade do cinismo, ou largar o fator determinante esclarecimento, e perder este desdém característico, identificado também na ironia metódica do cínico velho. Aí o sujeito é máquina e vive o aqui e o agora conforme a norma e o nomos da sociedade proletarizada. Se não larga um ou outro, seu indivualismo de mãos dadas ao falso esclarecimento só podem levar a uma noção de amoralidade, de hedonismo pessoal dentro do possível, em tudo que é setor social. Aí então cabe ao burguês ser cínico quando lhe vale destruir uma comunidade com um projeto de mineração, e ao político vale ser cínico na sua estribeira; ao pastor que toma postura similar à daqueles (e o clero é burguesificado na sociedade do capital como o cínico também é e tudo mais, afinal é a mercadorização de tudo mais o recorrentíssimo dos fatos de hoje) e até mesmo ao cristão fiel! que desiste de esperar até a morte pelo reino dos céus, sem necessariamente ter deixado de querer algo a mais (e não posso tirar dele a razão), e este mais ele busca na transação comercial com o templo; ou mesmo ao operário que por certo sabe não "ter vida poeta" e assim garantirá seu pequeno conforto a partir de vitórias menores sobre a família e o bairro (e equivalentes). Veja que não pretendo equiparar circunstâncias do cínico burguês-clerical às do cínico comum, pois há determinações também para tal efeito de alastramento, e estas não estão postas sobre todas as classes sociais, como se legitimando discurso tão ridículo quanto aquele de que o escravo moderno permite a própria escravização; mas é certo que a lógica do desprezo generalizado se apoderou sim de diversas das nossas camadas, no Brasil e em todo o mundo. Este sujeito cínico de hoje, dada a possibilidade, desarticula qualquer noção ética, que lhe é desprezível, em nome da defesa do domínio da prática da individualidade de seus senhores (ou de si próprio, em menor parte dos casos) e da manutenção da integridade permanente de seu falso esclarecimento, leia-se, das bases racionais de seu desprezo generalizado.

Se o cínico antigo era contrário ao nomos da pólis, há de se dizer que não era contrário a todo e qualquer nomos, apesar de ser discutível o meu uso do termo aqui. Há um forte preceito da virtude presento no cinismo de Antístenes; não há no novo cinismo. No novo cinismo, a regra é a ciência da podridão, a certeza da podridão do nomos de tudo e de qualquer conjunto, organização, seja daquela do membro do parlamento ou do clero e de seus empregadores, seja do membro médio proletarizado da sociedade civil, e não há espaço para a virtude, apenas para a percepação da total invirtude, em todo caso e canto. O cínico hoje vê a ação ética de um outro sujeito e ao seu redor enxerga emanar uma aura puramente ilusória de segundas intenções e malícia, postas ali apenas como projeção do que não se concebe em posição de franqueza. E se o cínico antigo não era contra todo nomos, não era então contra o nomos que é falso, contra a falsidade? Como é importante a sinceridade, a franqueza ao cínico antigo. E o cínico antigo era amigo do asceta, e do filósofo da razão. O cínico hoje toma de Diógenes a "razão" e vê nela segurança para cuspir na doutrina da virtude do cão. O cínico hoje entende que é impossível acordo que não seja falsidade; e os novos mecanismos do Capital tornam o cínico antigo autêntico incapaz de comunicar sua potência, quero dizer, fazem dele um "catáscopo só de ida", que não tem como fisicamente retornar com suas noções avançadas; funcionalmente, é um batedor enviado para a morte, um cidadão para o exílio, um ermitão no ermitério ou um pobre lançado à cela. Frente à impotência, o cínico que se adapta se contenta com as próprias visões da falsidade nas aparências, mas é impelido a integrar a lógica social. O desdém é a regra e talvez daí venha o sorriso de canto que pulula em cada esquina daqui.

Universidade Federal de Minas Gerais ‒ Faculdade de Letras
Estudos Temáticos de Literatura ‒ Cinismos, 2026.1
Yannick Yoran Osorio Cabral 

quarta-feira, maio 06, 2026

Melhor leitura de 2025 (˚0˚)!!

O erótico e o perturbador através do feminino

"Quando dormiam juntas, entrelaçavam as pernas e juntavam o nariz e, no meio da escuridão, Annelise lhe pedia ternamente que a estrangulasse. [...] Então Fernanda abraçava seu pescoço com as mãos suaves-como-a-seda, suaves-como-o-algodão, e apertava um pouco, e um pouco mais, e depois soltava e massageava com seus polegares lisos, com seus polegares lisinhos, a cartilagem que brotava como uma maçã de Eva sob seus dedos enquanto Anne entreabria os lábios." cap. X, p. 104-105.   

Ano passado, fiz uma leitura que mudou a química do meu cérebro. Vou ser honesta: ela foi tirada de uma dessas listas de femcel, que, a esse ponto, geralmente além de bregas também são repletas de nada - apesar de que há exceções, e Mandíbula, romance escrito por Monica Ojeda, é uma delas. 

Monica Ojeda é uma escritora equatoriana, nascida em 1988 na cidade de Guaiaquil. Já publicou livros de contos, poemas e dois outros romances para além de Mandíbula: La Desfiguración Silva e Nefando. Pessoalmente, eu ainda não li suas outras obras, mas tenho interesse! Mandíbula foi publicado em Janeiro de 2018 e, de acordo com a autora, ela retrata "o medo em suas diferentes formas".

"Tudo que escrevo se resume a duas ou três palavras.  

Mãe Filha Irmã 

É uma trilogia não prevista pela Psicanálise."  

- Victoria Guerrero 

A narrativa já se introduz com os dois pés na porta, apresentando o leitor imediatamente ao clímax do livro: o sequestro de Fernanda por sua professora de Língua Portuguesa. Os capítulos não seguem ordem cronológica e não são todos narrados pela mesma voz. Existem três principais pontos de vista no decorrer da história: o de Fernanda, a aluna sequestrada; o de Annelise, melhor amiga de Fernanda; e o de Miss Clara, professora das duas. O início é um pouco confuso, mas logo o cenário se constrói na mente de quem tem paciência para dar o tempo que ele demanda. E vale muito, muito a pena. Esse livro retrata o feminino na sua forma mais nua e crua. O luto da filha ao perder a mãe, a experiência universal de ser apaixonada pela sua melhor amiga, a hierarquia das amizades quando se é adolescente, a forma como o feminino é capaz de ser grotesco, violento, erótico... tem de tudo e mais um pouco, é um baita banquete literário! O sentimento de nostalgia que senti nas poucas semanas que levei para terminar a obra foi deliciosamente intenso. Eu saboreei cada capítulo com a mesma fome, a mesma curiosidade.  

Fotografia p&b de Monica Ojeda  

Nossa personagem principal, Fernanda, é uma jovem com idade suficiente para estar no ensino médio. Estuda no Colégio Bilíngue Delta, High-School-for-Girls (escola de elite em Guayaquil de doutrina católica ultraconservadora), que contava com uma agenda especial para eventos espirituais - aos quais as alunas e os professores eram obrigados a comparecer. "Você tem que entender que isso é um colégio, sim, mas também é uma empresa. Há meninas que vêm de famílias importantes." cap. VII, p. 90.  Não é novidade para ninguém que, uma instiuição particular, religiosa e apenas para meninas é a fórmula perfeita para os acontecimentos mais inimagináveis; a rebeldia adolescente é capaz de muito, por não ter noção de que as consequências não desaparecem com o tempo.  Enfim, Fernanda tem uma melhor amiga, sua irmã cobra, sua siamesa unida pelo quadril: Annelise. E atende consultas com seu psicanalista, dr. Aguilar, com quem se consultava desde criança por ter matado seu irmão, Martín, de 1 ano, quando ela tinha 5 anos. 

Annelise não era sua única amiga. Fiorella, Natalia, Ximena e Analía também são presentes nos cenários apresentados, todas como um grupo: "o grupo mais perfeito da sala", elas pensavam. Elas não tinham colegas do sexo masculino; mas, por vezes, as mais populares - a dupla inseparável F&A - eram convidadas para festas universitárias. Às vezes elas iam. Às vezes, todas elas iam. Porém, todas elas passavam a maior parte do tempo juntas num prédio abandonado que faziam de abrigo para suas brincadeiras e desafios. "Era um prédio abandonado de três andares, uma estrutura acinzentada com escadas irregulares, arcos semicirculares e fundações à vista que, segundo lhes dissera o pai de Fernanda, agora pertencia a um banco que ainda não se decidira se ia terminá-lo ou demoli-lo. Todas elas se sentiram atraídas pelo ar de ruína que flutuava na construção nua." cap. II, p. 22-23. 

Miss Clara, a professora de Língua Portuguesa e Literatura das meninas, perdeu sua mãe cinco anos antes de quando a história se passa. Clara lida com o luto assumindo a profissão de sua mãe, além de a forma de se vestir e falar exatamente como ela. Esse não foi o único evento traumático na vida da professora, como é rapidamente apresentado ao leitor. Anos atrás, ela havia sido mantida cativa dentro de sua própria casa por duas de suas alunas, as M&M, de catorze anos de idade cada. "Clara achava difícil escapar de um 'E como você se sente depois do que aconteceu com Aquelas Duas?', [...] pois a elaboração narrativa das treze horas e cinquenta e sete minutos em que foi amarrada à poltrona com estampa de tigre da mãe – com suas alunas passeando pela casa, comendo sua comida, brincando com suas coisas e, acima de tudo, zombando de seu medo – era muito complexa até mesmo para ela."  cap. III, p. 47. Ela acabou desenvolvendo um transtorno de ansiedade após o episódio, além de um medo imenso da mente jovem e suas imprevisibilidades. 

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Eu acredito ser universal a experiência de não saber se você quer ter sua melhor amiga ou ser sua melhor amiga; se seu ciúmes por ela é motivado por amizade ou romance. "Fernanda a observou de longe e pensou que lindo era aquele seu cabelo de pantera. [...] Fernanda pensou, também, no quanto ela gostaria de ser Annelise. [...] Não como Annelise, mas Annelise. [...] Levantar-se todas as manhãs e ver as sardas das maçãs do rosto no espelho respingado de pasta de dente, falar com uma voz selvagem, ter um irmão mais novo para amar." cap. VI, p. 75. A dinâmica entre as personagens não é diferente. A forma como a intimidade, o amor proibido, a provocação entre duas melhores amigas é perturbadoramente fidedigna. "Fernanda e Annelise – as inseparáveis, as irmãs de mente suja; sempre destemidas e dispostas a inventar aventuras para não se aborrecer." cap. II, p. 24-25. Fernanda, que acredita ter assassinado seu irmão quando criança. Annelise, que é obcecada pelo horror, admirada pelo sombrio trauma da amiga. As duas com mães ricas e conservadoras, que se não estão ignorando-as, estão criticando-as."Não, I mean, eu amo minha mãe. Eu a amo muuuuito. E acho que ela me ama às vezes, embora isso seja quase nunca. Mas se minha mãe fosse a da Annelise, por exemplo, eu não a amaria. I mean, aquela mulher fica o dia inteiro enfiada em casa, mas ignora a Anne. E quando presta atenção nela, é sempre pra criticá-la por coisas que não fazem sentido. Ela lhe diz que é estúpida, mas a Anne não é estúpida: ela é muuuito esperta. E às vezes bate nela. Minha mãe não me bate. Se eu comparar as duas, minha mãe é melhor, I guess." cap. IX, p. 98. Elas encontravam uma na outra identificação, conforto, amor, parceria: acreditavam ser donas do mundo quando juntas. Esse é o efeito inebriante das relações femininas.  

Uma vez que comecei a leitura, não consegui parar. Devorei os capítulos um por um, ficava até feliz quando o ônibus demorava um pouco para eu poder ler mais. Foi uma experiência muito boa, aquece meu coração quando um livro faz isso comigo. Mesmo a obra sendo perturbadora, eu ouso dizer que ela conforta através da identificação - como nós, gen Z, costumamos dizer: é "relatable". A trama é repleta de perguntas a serem respondidas, figuras de imagem que estimulam a imaginação, recomendações de CreepyPastas e muito, muito mais. Aos que chegaram até aqui, não deixem de adicionar essa leitura à lista de vocês! Não é difícil encontrar o pdf na internet, em sites como o Anna's Archive ou grupos no Telegram. Apesar de ser muito mais satisfatório ter o livro físico ao invés do digital, o acesso à literatura está cada vez mais caro (viva a pirataria!). * Nesse link, é possível verificar qual domínio do Anna's Archive está no ar. 


 

domingo, abril 26, 2026

Minha série favorita ദ്ദി(ᵔᗜᵔ)

 A razão do meu vício em café 

Eu não me lembro muito bem a idade que tinha quando fui apresentada a Gilmore Girls, acredito que por volta dos 11 anos, mas nunca me esqueci como fiquei sabendo dela. Minha tia Carla (carinhosamente conhecida como tia Carlinha pela minha família) me emprestou o box de DVD's dela pra eu assistir essa série que ela um dia assistiu na sala de estar da sua casa quando adolescente, em televisão aberta, com comerciais e tudo.  


Foi amor ao primeiro play. O piloto é um dos meus favoritos até hoje, de todas as séries que já assisti. A ambientação de Stars Hollow, a cidade em que a história se passa, é convidativa e confortável; os personagens têm personalidades únicas e lá convivem em comunidade e o roteiro te instiga a pesquisar cada referência pop, livro e filme mencionados. Quando apresentei a série ao meu companheiro, fiquei surpresa ao notar, como se pela primeira vez, como os atores falam rápido. Os episódios são longos, o que ajuda o telespectador a conhecer os personagens e se apegar a eles. 


Como uma ávida consumidora de Youtube, também já assisti a diversos reacts da série, de brasileiros e estadunidenses. Concluí que existem, geralmente, dois tipos de pessoa: as que amam e as que odeiam a Lorelai. O que o público geral parece concordar é em como a Rory é arrogante e mimada. Particularmente, eu tenho um carinho enorme pelas duas. Adoro todos os personagens, todinhos! O que eu mais desgosto e não vejo ninguém falar sobre é o Jackson (irei me extender mais sobre o porquê em posts futuros). Eu acredito que cada um tem sua razão pra ser como é, e não consigo desgostar de nenhum porque todos contribuem, do seu próprio jeitinho, para a completude da narrativa. Menos o Cristopher. Ele eu gostaria de ver sendo executado no coreto, ao centro da cidade. 
 

Gilmore Girls ocupa um grande espaço no meu coração e teve um essencial papel na construção da minha personalidade. Até hoje eu reassisto os episódios de cabo a rabo. Para quem quer assistir uma série de drama familiar, vida em cidade pequena, a relação entre uma mãe solteira que engravidou aos 16 anos e sua amada filha e diferentes questões interpessoais entre esses coloridos habitantes do mundo fantástico que é Stars Hollow; tudo isso numa fotografia outonal, figuração impecável e figurinos anos 2000, fica a minha recomendação! Para quem já assistiu, recomendo que assistam também aos seguintes vídeos:

sábado, abril 25, 2026

1ª campanha da minha vida!

Minha introdução ao RPG ⚅⚄

Eu já tinha sido convidada para jogar RPG de mesa em diferentes fases e contextos da minha vida, mas nunca me venderam muito bem a ideia. Também já tinha jogado diversos video-games em formato de RPG, como Persona 3 Portable e Persona 5 Royalle, Disco Elysium, Mother... e sempre gostei! Gostava de como para além de explorar o mundo eu também tinha a possibilidade de interagir com os personagens, criar laços que iriam ter consequências diretas (ou não) no rumo da história; ter minha própria personalidade e backstory; interagir com um universo todo pensado pra causar imersão total, viver num mundinho paralelo por algumas horas. 

Até que, em 2025, meu amigo e companheiro Yannick Yoran, me convenceu a jogar a campanha dele: Guégona.  Ele já tinha alguns amigos que jogavam essa mesma campanha há anos - Eduardo Dias, Iago Baptista e Gabriel Pongelupe. Eu conhecia o Iago e o Eduardo a esse ponto, o que me motivou ainda mais a jogar, e Yannick falava tão bem de seu amigo Gabriel que fiquei empolgada para conhecê-lo.  No dia 1º de Novembro de 2025 nos reunimos na casa do Eduardo para jogar... e esse dia mudou a minha vida!

Fui introduzida como Antônio, um ladrão carismático e iletrado. Não sabia como cada classe funcionava, mas o ladrão me parecia mais divertido (e até hoje acho isso). Jogamos por horas! A forma como cada jogador se expressava através dos personagens e explorava esse mundo tão bem estruturado e imenso me cativou. Adorei brincar de faz de conta com pessoas que estavam completamente mergulhadas na fantasia como eu. Desde então, não paramos mais de jogar. Atualmente, em Abril de 2026, realizamos mais de 15 encontros, sendo a esmagadora maioria deles de +10h de duração. Se passaram anos dentro do nosso mundo de fantasia, nossos personagens tiveram diversos aniversários e conquistaram +6 níveis cada.  

Jogar RPG mudou a minha vida. Soa dramático quando colocado assim, eu sei, mas é verdade. Eu não tinha ideia de que tinha como reunir pessoas que eu gosto para jogar uma espécie de "jogo de tabuleiro sem tabuleiro"  por horas e isso ser tão, tão divertido. Estimular a imaginação em grupo, desenhar mapas, explorar cenários... Já choramos, rimos, aprendemos muito. Hoje, mestro duas campanhas também: A ilha Lakshmi e O Palácio da Princesa Prateada. Tenho muito orgulho dos meus próprios mundinhos de fantasia. 

Acredito que todos deveriam jogar RPG pelo menos uma vez na vida. Existem tantos sistemas, cenários e possibilidades de fantasia que não tem como algum deles não agradar a quem se dispõe. Não tem nada melhor do que se reunir com quem você mais ama para passar algumas horas disfrutando do poder da imaginação <𝟑 .ᐟ

Inauguração!

1º post do blog!! ヾ( ˃ᴗ˂ )◞ ✰

Olá, querido leitor! 

Meu nome é Yasmin, mas eu carinhosamente me apelidei como Pip por aqui - o apelido que minha irmã do meio me deu. Acho ser tratada pelo primeiro nome na internet profissional demais, mas também não queria ter uma presença on-line me identificando apenas através de um... pseudônimo? Por isso a apresentação! 

Atualmente, em abril de 2026, eu tenho 23 anos e curso Letras. Eu gosto de assistir vídeos no YouTube, jogar RPG com meus amigos, dormir e escrever... apesar de não escrever tanto. Resolvi fazer esse blog para mudar isso! Me inspira ter um espacinho na internet pra chamar de meu no qual eu posso compartilhar o que penso, gosto e quero, quando quero. Desde nova quis ter um blog todo personalizado e cheio de fru-fru e agora estou realizando este pequeno "sonho". 

Pretendo usar esse mundinho virtual para compartilhar escritas sobre moda, RPG, devaneios, cinema e televisão e tudo mais que eu quiser! >▽<

Minha única esperança aqui é que eu não esteja falando sozinha... XP  

Oi, sumida rs

Eu andei negligenciando meu sagrado mundinho virtual, e sinto muito por isso. Estive trabalhando num panfleto para os jogadores da minha cam...